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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Onde é a casa do povo?

A resposta a essa pergunta inclui muitas referências importantes por tratar-se de povo. Numa sociedade nada é mais importante do que o povo, sua cultura, seus valores, suas demandas e necessidades. Tem importância fundamental a sua casa. É referência ao respeito que o povo merece e o compromisso com a própria vida. Revela o seu equilíbrio e o horizonte que a inspira na justiça, no respeito ao direito e no apreço irrestrito à dignidade humana, com o compromisso de organizações e de funcionamentos que permitam e garantam a conquista da paz verdadeira.

Onde é a casa do povo? No rol de referências incontestáveis estão o parlamento da nação, as assembleias legislativas, bem como as câmaras municipais. É também casa do povo os lugares todos onde serviços relevantes e imprescindíveis como educação, saúde, lazer são prestados, visando garantias no âmbito dos direitos e necessidades - compromisso com uma vida qualificada, cidadã, entrelaçando homens e mulheres na luta pelas condições adequadas para a vida da família, dos grupos, associações e segmentos todos de uma sociedade.

A casa do povo não é o lugar de discriminação e preconceito, e está na contramão de todo tipo de marginalização ou despersonalização provocadora de prejuízos irreversíveis. O povo precisa de casa e deve sentir-se em casa - um elemento agregador na própria identidade e no fortalecimento da participação cidadã. A Igreja com suas comunidades é importante casa do povo. Incontestável e necessária, revela na sua configuração traços advindos dos valores sustentadores do equilíbrio indispensável para a vida das pessoas e sua inserção numa sociedade de valores. A Igreja com sua rede de comunidades, pelo serviço da espiritualidade essencial para a vida de todos os tempos, com o serviço social, a educação e outros programas e projetos, pauta seu funcionamento na dinâmica da comunhão e da participação. As diferenças, em razão de funções, responsabilidades e outras ações, não suplantam nunca a radical igualdade entre todos, pela condição batismal, a filiação divina. Todos são iguais, filhos e filhas de Deus, discípulos e discípulas de Jesus Cristo.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

A montanha de açúcar

            Uma antiga lenda da Ordem Dominicana conta que São Domingos de Gusmão, durante uma das suas primeiras aulas na famosa universidade de Sorbonne, em Paris, disse aos alunos:

-  Compreender Deus é impossível.

- Como? Nós não estamos aqui para isso? – perguntaram surpreendidos os estudantes. Continuou São Domingos:

- Nós somos como aquelas formigas que, um belo dia, chegaram aos pés de uma altíssima montanha de açúcar. Naturalmente não tinham a menor idéia da altura da montanha. Assim, cada uma arrastou, com grande esforço, um grão de açúcar até o formigueiro. Depois disseram umas às outras: “Amanhã voltaremos e traremos todo o açúcar para cá”. Vamos procurar não ser como aquelas formigas. O pouquíssimo que podemos compreender de Deus não nos torne completamente cegos.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Amor de Deus: certeza que não pode falhar

“Fé cristã nos assegura isso: Deus existe e é amor!”, disse em sua meditação à Cúria
Pe. Cantalamessa



"O primeiro e fundamental anúncio que a Igreja tem a missão de levar ao mundo, e que o mundo espera da Igreja, é o amor de Deus", disse hoje o Pe. Cantalamessa, pregador da Casa Pontifícia, diante de Bento XVI e da Cúria Romana.

O pregador do Papa dedicou sua segunda meditação quaresmal a falar do Deus-amor na criação, na Escritura, na encarnação de Cristo e em sua morte e ressurreição.

"Os homens precisam saber que Deus os ama e ninguém melhor que os discípulos de Cristo para lhes dar essa boa notícia."

sexta-feira, 18 de março de 2011

Na noite do mundo, homem sente nostalgia de Deus

Começam os “Diálogos na catedral” entre fé e cultura, em São João de Latrão

"O homem busca a Deus, sente nostalgia da sua presença": esta constatação, apoiada por estudos sociológicos dos últimos anos, deu à luz o primeiro encontro de "Diálogos na catedral", compostos por três reuniões propostas pela diocese de Roma, na Basílica de São João de Latrão, com diversos expoentes da cultura.
Sobre a nostalgia de Deus na cultura contemporânea discutiram, em 10 de março, Dom Bruno Forte, arcebispo de Chieti-Vasto, e Pietro Barcellona, ​​da Universidade de Catania.
"O homem contemporâneo - disse o cardeal vigário de Roma, Agostino Vallini, apresentando o encontro -, mesmo no drama das situações existenciais, espera conhecer e encontrar não um deus genérico, mas o Deus dos vivos." Sua nostalgia "nasce da desilusão dos deuses, mas também das propostas culturais insatisfatórias da nossa época". Em seu coração, de fato, "existe ainda a esperança viva de ser amado e de ser parte da construção de uma história que se desenvolve ao longo do tempo e continua para além dele".

segunda-feira, 14 de março de 2011

Deus me livre de "Ser Feliz"

Quanto aos meus alunos e aos meus leitores, esses eu nunca penso em deixar felizes, graças a Deus.

LUIZ FELIPE PONDÉ (Folha de São Paulo – 07 março 2011)

DEUS ME livre de ser feliz. Existem coisas mais sérias que a felicidade. Algum sabichão por aí vai dizer, sentindo-se inteligentinho: “Existem várias formas de felicidade!”. E o colunista dirá: “Sou filósofo, cara. Conheço esse blá-blá-blá de que existem vários tipos de felicidade, mas hoje não estou a fim”.
Um bom teste para saber se o que você está aprendendo vale a pena é ver se o conteúdo em questão visa te deixar feliz.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Não desista do amor

Eu sei que é difícil esperar
Mas Deus tem um tempo para agir e pra curar
Só é preciso confiar

Se a cruz lhe pesa
Não é para se entregar
Mas pra se aprender a amar
Como alguém que não desiste

A dor faz parte do cultivo desta fé
E só sabe o que se quer
Quem luta para conseguir ser feliz

Não desista do amor, não desista de amar
Não se entregue a dor, porque ela um dia vai passar
Se a cruz lhe pesou e quer se entregar
Tal como o Cirineu, Cristo vai lhe ajudar

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Pe. Fábio de Melo
Composição: Pe. Fábio de Melo

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Leigos, na cidade dos homens, construtores da cidade de Deus

No mês das vocações, destacamos a vocação dos cristãos leigos e leigas. São todos os membros da Igreja que vivem sua fé e sua consagração batismal nas condições ordinárias da vida: na família, nas profissões, no mundo da cultura ou exercendo responsabilidades sociais. É esse imenso povo de Deus presente em todo o tecido social, permeando-o com o sal e fermento do Evangelho e irradiando sobre as realidades deste mundo a luz de Cristo, que ilumina sua própria vida.
Com frequência, somos levados a considerar como “cristãos leigos” apenas aqueles que realizam atividades pastorais no ambiente eclesial propriamente dito. Certamente, a sua participação na vida da Igreja, naquilo que lhe compete, é de suma importância e a Igreja agradece a sua colaboração generosa nas diversas responsabilidades das comunidades eclesiais, como a catequese, a animação litúrgica ou as muitas formas de ação pastoral e administrativa. No entanto, nem todos os fiéis leigos poderiam estar empenhados em alguma pastoral.
De fato, porém, a vocação primordial dos fiéis leigos é testemunhar a novidade do Reino de Deus no “mundo secular” (cf LG 31), lá onde a Igreja não está presente de forma institucional. Trata-se de um vastíssimo e desafiador campo para a ação missionária da Igreja, a ser atingido sobretudo através dos leigos. A vida na comunidade eclesial, as celebrações litúrgicas e as organizações eclesiais são momentos e espaços necessários para o cultivo e a alimentação da fé, para o suporte e o preparo para a ação no mundo; toda a vida do cristão leva à Eucaristia e, dela, tira sua força toda a fecundidade para a vivência apostólica diária. O mesmo poderia ser dito da Palavra de Deus: dela parte todo impulso para a missão e, ao mesmo tempo, toda ação cristã no mundo requer constante retorno à Palavra de Deus para iluminar, discernir, encorajar e sustentar a vivência da fé. Mas a vida cristã não se restringe a esses momentos e espaços.