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terça-feira, 26 de julho de 2011

O problema do mal

“Você acredita em Deus?” 

Com essa pergunta, a jornalista terminava uma longa entrevista com um conhecido esportista nacional. A resposta que ele lhe deu chamou minha atenção, porque expressa o que muita gente pensa a respeito do problema do mal. O drama e a angústia do esportista são a angústia e o drama de inúmeras pessoas, em situações, épocas e lugares diferentes: “É difícil dizer que acredito em Deus. Quanto mais desgraças vejo na vida, menos acredito em Deus. É uma confusão na minha cabeça; não encontro explicação para o que acontece. Por que é que meu filho nasce em berço de ouro, enquanto outro, infeliz, nasce para sofrer, morrer de doença, e há tudo isso de triste que a gente vê na vida? É uma coisa que não entendo e, como não tenho explicação, é difícil de acreditar em um Ser superior.”

O mal, o sofrimento e a doença fazem parte de nosso cotidiano. As injustiças, a fome e a dor são tão frequentes em nosso mundo que parecem ser normais e obrigatórias. Fôssemos colocar em uma biblioteca todos os livros já escritos para tentar explicar o porquê dessa realidade, ficaríamos surpresos com sua quantidade.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Martinho cabeça-dura

Na saída do vilarejo, tinha três estradas: uma conduzia ao mar, a segunda ia rumo à cidade e a terceira não levava para canto algum. O menino Martinho já tinha perguntado a muitos adultos onde aquela estrada acabava. - Em lugar nenhum - respondia o pessoal - e você tem uma cabeça bem dura para ainda não estar convencido disso! Assim Martinho foi apelidado de “cabeça-dura”. Mas ele não desistia e ficava sempre matutando. Perguntava a si mesmo e aos outros: Como é possível? Quem fez a estrada devia saber onde queria chegar! E insistia: quem já foi lá para ver?

Quando Martinho cresceu e pode se afastar mais de casa, tomou coragem e entrou decidido naquela estrada. “Agora eu vou saber!” repetia consigo mesmo. A estrada levava à mata bem fechada, e ainda dava para continuar. Estava escuro de baixo daquelas árvores, mas Martinho não desistiu. Estava cansado e com vontade de voltar, quando, de repente, apareceu um cachorro. “Se tem cachorro tem gente”, pensou alegre Martinho. Reanimado não mediu esforços e seguiu o cachorro que caminhava à sua frente. Finalmente viu um portão e atrás dele um jardim maravilhoso com um castelo lindo demais. Uma senhora muito bonita o acolheu com um sorriso e lhe disse: - Então, você acreditou! – Conversando, ela foi lhe mostrando a beleza do local e todas as riquezas nele guardadas. – Pode levar o que quiser – disse a bela senhora – Vou lhe dar uma carroça para carregar o que escolher -. Martinho não pensou duas vezes, encheu a carroça com muitas riquezas. Os cavalos já conheciam o caminho e o cachorro colaborava correndo à frente. Rapidamente chegou à praça do vilarejo, descarregou todos os presentes e se despediu do cachorro e dos cavalos, que desapareceram num piscar de olhos. O povo foi chegando. Martinho distribuiu quase tudo o que tinha trazido e teve que contar dezenas de vezes a sua aventura. Nos dias seguintes, muitos prepararam carroças e cavalos e se embrenharam naquela estrada, no entanto todos voltaram de mãos vazias e de cabeça baixa. Aquela estrada não conduzia mesmo a lugar algum. Isso aconteceu porque certos tesouros existem somente para quem acredita neles e abre por primeiro um novo caminho. E o primeiro tinha sido Martinho cabeça-dura.

Sempre gostei desta história, porque ela se parece muito com a nossa vida. Todos temos um caminho único e próprio a percorrer. Podemos ter inúmeros companheiros de viagem, mas somente nós podemos trilhar o caminho da nossa vida. Ainda podemos sair em grupo do mesmo lugar, mas os percursos são diferenciados. O que pode parecer fácil para alguns pode ser muito difícil para outros e vice-versa. Vivendo, cada um abre o seu próprio caminho. Alcançamos objetivos e realizamos projetos diferentes conforme as metas que sonhamos e que nos propomos conseguir com mais ou menos determinação, coragem e disposição. Na experiência de alcançar uma meta sonhada e desejada está a nossa alegria por mais simples e humilde que seja esta meta. Podem ser os pequenos passos de uma criança que aprende a falar e a andar, como os resultados de trabalhos e esforços de uma vida inteira. A tristeza da existência humana é não ter meta nenhuma. Não sonhar com nenhum “tesouro” que valha a pena ser buscado e alcançado. Maior é o bem desejado maiores serão também as dificuldades para alcançá-lo, mas muito maior ainda será a felicidade quando chegarmos lá.

Quem acredita que a vida é um dom do amor de Deus, só deseja encontrá-lo e fazer da sua existência um caminho para conseguir essa meta. Ele é o único tesouro que vale a pena buscar com todas as forças, acreditando e perseverando até o fim. Contudo ninguém alcançaria essa meta tão alta sem a ajuda de quem já sabe e está pronto para nos socorrer. Jesus se oferece para nós como “o caminho, a verdade e a vida” para chegar ao Pai. Cabe a nós liberar o caminho dos entulhos que nos impedem acertar a meta. Para quem acreditar e nunca desistir a alegria será sem comparações. A fé nos pede mesmo uma cabeça bem dura. 

Dom Pedro José Conti
Bispo de Macapá

domingo, 23 de janeiro de 2011

Loucura ou felicidade?


Dom Pedro José Conti
Bispo de Macapá

O pássaro prisioneiro na gaiola e o pássaro livre da mata se amavam.

– Meu amor, vamos fugir para a floresta! – dizia o pássaro livre.

– Vem aqui, vamos viver juntos na gaiola! – respondia o pássaro prisioneiro.

– No teu espaço fechado não tem como abrir as asas – queixava-se o primeiro.

– Nos teus céus abertos não tem lugar para descansar – retrucava o outro.

O pássaro livre implorava: - Vou cantar-te os cantos das arvores e dos ventos.

Resignado o pássaro prisioneiro suspirava e dizia: - Infelizmente os cantos da floresta não podem ser ensinados, mas, se tu ficares aqui, posso ensinar-te a linguagem dos estudiosos.

Mas o pássaro livre não estava interessado na linguagem dos estudiosos e nem o pássaro prisioneiro podia entender os cantos da floresta. Ficaram assim, um bom tempo, tristes e calados, olhando-se um para o outro pela última vez, até que o pássaro livre tomou para sempre o caminho da mata.

Esse diálogo entre os dois pássaro nasceu de uma idéia do poeta Tagore. Pode nos ajudar a entender o que acontece com a nossa vida e, espero, um pouco também o evangelho deste domingo, no qual ficamos sabendo sobre o chamado dos primeiros apóstolos. Por exemplo, o ambiente familiar onde fomos criados e, portanto, passamos bastantes anos da nossa vida marca, para sempre, a nossa existência. Fica-nos difícil perder certos costumes e, se depois conhecemos outros, acabamos estranhando-os como se fossem esquisitos e até engraçados. Podemos chamar isso de educação, de cultura, mas o resultado é o mesmo: pr ecisamos fazer um pequeno, ou grande, esforço mental para aceitar formas diferentes de viver.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

O que é ser presbítero hoje?

Dom Orani João Tempesta*, Arcebispo do Rio de Janeiro

“Neste mundo confuso e até preconceituoso com a figura do Bom Pastor, que deve ser todo ministro do altar”, o que é o ser presbítero hoje?



“Como deve agir o padre, hoje, na cena deste mundo em grande transformação?”, questiona ainda o prelado.

O presbítero – afirma Dom Orani –, “antes de tudo, é o homem da Palavra de Deus, o homem do sacramento, o homem do ‘mistério da fé’”.

Os padres “têm o dever primário de proclamar o Evangelho de Deus a todos os homens”, explica, citando a Presbyterorum Ordinis. Mas nesta proclamação “está o dever também de levar cada homem e cada mulher deste mundo a um encontro pessoal com Jesus”. 

Dom Orani considera que hoje, mais do que antes, “devemos nos empenhar para que cada pessoa possa fazer esta experiência do encontro com Deus, o devemos fazer com uma renovada esperança, mesmo nas adversidades de um mundo extremamente secularizado, liberal, ateísta e até cético”. 

“As pessoas devem perceber no sacerdote ‘Aquele’ a quem ele está a serviço: o que chamamos na teologia da configuração com Cristo.”


quarta-feira, 12 de maio de 2010

Você sabe quantos Padres temos no Brasil? Vamos fazer uma conta?


Até o dia 1º de maio de 2010, a Igreja contava com 18 mil padres no Brasil. E mais de 100 milhões de fiéis. Isso significa que cada padre tem que atender a mais de 5555 fiéis.
Agora faça essa conta comigo:
  • 10% de 18 mil padres = 1.800 padres
  • 1% de 18 mil padres = 180 padres
  • 0,1% de 18 mil padres = 18 padres
  • 0,01% de 18 mil padres = 1,8 padres
Quantos padres brasileiros estão envolvidos em escândalos pela mídia? 2 ou 3? Isso significa menos de 0,02% de todos os padres do Brasil!
  • E os outros 99,98%?
  • Nós vamos condenar todos os padres por causa de 2 ou 3?
  • Nós vamos deixar de acreditar em 11 Discípulos porque Judas traiu Jesus?
  • Nós vamos deixar de acreditar no Senhor por causa disso?
  • Deixaremos de ir à Igreja e de comungar por causa da mídia escandalosa?
Pense bem: mesmo você sendo pecador e imperfeito, mesmo com dúvidas, mesmo que você se afaste da Igreja de Cristo, mesmo assim Jesus morreu por você!
Pense nisso com carinho.

Dom Eduardo Pinheiro da Silva
Bispo Auxiliar de Campo Grande - MS

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Discurso do Papa Bento XVI, aos bispos brasileiros do Regional Norte II da CNBB em visita ‘ad limina apostolorum’


Uma menor atenção que por vezes é prestada ao culto do Santíssimo Sacramento é indício e causa de escurecimento do sentido cristão do mistério, como sucede quando na Santa Missa já não aparece como proeminente e operante Jesus, mas uma comunidade atarefada com muitas coisas em vez de estar recolhida e deixar-se atrair para o Único necessário: o seu Senhor. 
Ora, a atitude primária e essencial do fiel cristão que participa na celebração litúrgica não é fazer, mas escutar, abrir-se, receber… É óbvio que, neste caso, 
receber não significa ficar passivo ou desinteressar-se do que lá acontece, mas cooperar – porque tornados capazes de o fazer pela graça de Deus – segundo «a autêntica natureza da verdadeira Igreja, que é simultaneamente humana e divina, visível e dotada de elementos invisíveis, empenhada na ação e dada à contemplação, presente no mundo e, todavia, peregrina, mas de forma que o que nela é humano se deve ordenar e subordinar ao divino, o visível ao invisível, a ação à contemplação, e o presente à cidade futura que buscamos» (Const. Sacrosanctum Concilium, 2). 
Se na liturgia não emergisse a figura de Cristo, que está no seu princípio e está realmente presente para a tornar válida, já não teríamos a liturgia cristã, toda dependente do Senhor e toda suspensa da sua presença criadora.
Como estão distantes de tudo isto quantos, em nome da inculturação, decaem no sincretismo introduzindo ritos tomados de outras religiões ou particularismos culturais na celebração da Santa Missa (cf. Redemptionis Sacramentum, 79)! O mistério eucarístico é um «dom demasiado grande – escrevia o meu venerável predecessor o Papa João Paulo II – para suportar ambigüidades e reduções», particularmente quando, «despojado do seu valor sacrificial, é vivido como se em nada ultrapassasse o sentido e o valor de um encontro fraterno ao redor da mesa» (Enc. Ecclesia de Eucharistia, 10). Subjacente a várias das motivações aduzidas, está uma mentalidade incapaz de aceitar a possibilidade duma real intervenção divina neste mundo em socorro do homem.

Este, porém, 
«descobre-se incapaz de repelir por si mesmo as arremetidas do inimigo: cada um sente-se como que preso com cadeias» (Const. Gaudium et spes, 13). A confissão duma intervenção redentora de Deus para mudar esta situação de alienação e de pecado é vista por quantos partilham a visão deísta como integralista, e o mesmo juízo é feito a propósito de um sinal sacramental que torna presente o sacrifício redentor. Mais aceitável, a seus olhos, seria a celebração de um sinal que corresponda a um vago sentimento de comunidade.
Mas o culto não pode nascer da nossa fantasia; seria um grito na escuridão ou uma simples auto-afirmação. A verdadeira liturgia supõe que Deus responda e nos mostre como podemos adorá-Lo. « A Igreja pode celebrar e adorar o mistério de Cristo presente na Eucaristia, precisamente porque o próprio Cristo Se deu primeiro a ela no sacrifício da Cruz» (Exort. ap. Sacramentum caritatis, 14). A Igreja vive desta presença e tem como razão de ser e existir ampliar esta presença ao mundo inteiro.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Arquidiocese de Curitiba acolhe o novo bispo auxiliar

O monsenhor Rafael Biernaski será ordenado bispo auxiliar da Arquidiocese de Curitiba nesta quinta-feira (15), às 19h, na Catedral Basílica Menor Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, no centro de Curitiba. Dom Geraldo Majella, arcebispo de São Salvador e primaz do Brasil, Dom Moacyr José Vitti, arcebispo metropolitano de Curitiba e Dom Pedro Fedalto, arcebispo emérito de Curitiba serão os bispos ordenantes. 

O bispo eleito volta para sua cidade de origem após 22 anos de atuação em Roma. “Fiquei lá seis anos e meio estudando na Universidade Gregoriana, depois 15 anos no Serviço da Santa Sé. Primeiramente com o Papa João Paulo II e nos últimos cinco anos com o Papa Bento XVI. Esta experiência em Roma, sobretudo no meu trabalho de nomeação dos bispos, me permitiu ter uma visão de todas as dioceses, suas problemáticas, atuação pastoral e desafios da Igreja no Brasil,” afirma o monsenhor que atuava na chefia de seção da Congregação para os Bispos, no Vaticano. 

O sobrenome Biernaski já é bem conhecido na Arquidiocese de Curitiba. Além do irmão, cônego André Biernaski, o monsenhor tem também um primo bispo: Dom Ladislau Biernaski, da Diocese de São José dos Pinhais/PR. Há ainda diversos outros e um grande número de religiosas. São 50 irmãs religiosas. “Isto é uma grande bênção para família, ter herdado esta experiência de fé, que enriqueceu a Arquidiocese de Curitiba,” diz o monsenhor. 

“Com o trabalho desenvolvido em Roma ele tem um olhar mundial e abrangente da Igreja, o que pode ser muito enriquecedor para a formação dos religiosos e no protagonismo dos leigos na Ação Evangelizadora. Como primo em segundo grau fico muito feliz com sua vinda para a nossa região,” comenta Dom Ladislau Biernaski, bispo da Diocese de São José dos Pinhais/PR.

De acordo com o novo bispo seu trabalho como auxiliar será de ajudar o governo do arcebispo Dom Moacyr, apoiando e servindo. “Meus cuidados ficarão especialmente sobre a Área Centro. Isto consiste em acompanhar a organização pastoral, realizar crismas e principalmente atender aos sacerdotes para que possam continuar realizando um bom ministério,” conclui. 

Mesmo com dois bispos auxiliares – Dom Dirceu Vegini e Dom João Carlos Seneme, a nomeação de mais um bispo auxiliar para Curitiba era há muito tempo esperada. A partir de agora o atendimento às comunidades e pastorais será facilitado, uma vez que haverá partilha na execução das atividades da Arquidiocese. 

Atendimento à imprensa:
Data: quarta-feira, dia 14 de abril
Local: Arcebispado
Horário: 17h
Endereço: Rua Francisco Juglair, 324 – Mossunguê

Data: quinta-feira, dia 15 de abril
Local: Catedral Basílica Menor Nossa Senhora da Luz dos Pinhais
Horário: das 18h15 às 18h45
Endereço: Praça Tiradentes – Centro

Ordenação Episcopal
Data: 15 de abril de 2010
Local: Catedral Basílica Menor Nossa Senhora da Luz dos Pinhais
Endereço: Praça Tiradentes - Centro - Curitiba
Horário: 19h

Biografia do monsenhor Rafael

Ordenação episcopal acontece nesta quinta-feira (15), às 19h, na Catedral Basílica.

Filho de Ignácio e de Bernardina (in memoriam) Biernaski, nasceu no dia 01 de novembro de 1955, em Campo Comprido, bairro de Curitiba, Paraná. Foi batizado em 05 de novembro de 1955 e recebeu o Sacramento da Crisma, em 28 de janeiro de 1958, na paróquia de Santo Antônio de Orleans. Em 10 de maio de 1964 fez a Primeira Eucaristia, na paróquia de Nossa Senhora de Lourdes, Campo Comprido.

Fez o curso fundamental de 1962 a 1967 na Escola de Campo Comprido, hoje Grupo Escolar Embaixador Lincon Gordon. Em 1968 ingressou no Seminário Arquidiocesano de São José, onde completou o curso fundamental e fez o segundo grau (1972-1974). Em 1975 entrou no Seminário Maior Rainha dos Apóstolos. Cursou Filosofia na Universidade Católica do Paraná, hoje Pontifícia, de 1975 a 1977. Fez o bacharelado de Teologia no Studium Theologicum de Curitiba, dos padres Claretianos, de 1978 a 1981.

Recebeu os Ministérios de Leitor e Acólito em 01 de outubro de 1980. Foi ordenado Diácono, em 21 de dezembro de 1980. Dom Pedro Antônio Marchetti Fedalto, arcebispo de Curitiba, o ordenou presbítero, a 13 de dezembro de 1981, na igreja Matriz de Santa Teresinha do Menino Jesus, hoje Santuário. É membro da “União dos Presbíteros de Schoenstatt”. Em 23 de fevereiro de 1982 foi nomeado vice-coordenador arquidiocesano de Liturgia e em 25 de fevereiro de 1982, responsável pela espiritualidade e professor do Seminário Menor de São José.

Foi cooperador do Santuário de Santa Terezinha do Menino Jesus e no início do ano escolar de 1988 ingressou na Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma, Itália, fazendo o Mestrado de Teologia Dogmática. Em 1995, quando preparava a tese de Doutorado, foi convidado pelo prefeito da Congregação Vaticana para os Bispos, cardeal Bernardin Gantin, para o serviço da mesma. Em 12 de novembro de 1999 recebeu o título de Monsenhor. Em 30 de outubro de 2007 concluiu o Doutorado em Teologia Dogmática. Desde 24 de setembro de 2008 atuou como chefe de seção da Congregação para os Bispos.

No dia 10 de fevereiro de 2010 foi nomeado bispo auxiliar da Arquidiocese de Curitiba, sendo sua ordenação episcopal e posse no dia 15 de abril de 2010.

Atribuições de um bispo auxiliar

Um bispo auxiliar participa da mesma missão de todos os bispos que é ser mestre, pastor e pontífice. A missão é ensinar, governar e santificar. Ele é constituído para alcançar mais eficazmente o bem das almas numa Arquidiocese demasiadamente extensa ou com um número elevado de habitantes, ou por outros motivos de Apostolado.

O bispo auxiliar é o principal colaborador do arcebispo no governo da Arquidiocese. Por este motivo se considera o bispo auxiliar como irmão, tornando-o participante dos seus projetos pastorais, das providências e de todas as iniciativas arquidiocesanas, a fim de que na recíproca troca de opiniões procedam na unidade de intenções e na harmonia do empenho.

Por sua vez, o bispo auxiliar, ciente de sua função dentro da Arquidiocese, atuará sempre em plena obediência ao arcebispo, respeitando a sua autoridade. Como os demais bispos, posto pelo Espírito Santo, sucedem aos Apóstolos como pastor de almas, juntamente com o Papa e sob sua autoridade, recebe a missão de tornar perene a obra de Cristo, o Pastor eterno.

Fonte: Arquidiocese de Curitiba