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terça-feira, 17 de agosto de 2010

Leigos, na cidade dos homens, construtores da cidade de Deus

No mês das vocações, destacamos a vocação dos cristãos leigos e leigas. São todos os membros da Igreja que vivem sua fé e sua consagração batismal nas condições ordinárias da vida: na família, nas profissões, no mundo da cultura ou exercendo responsabilidades sociais. É esse imenso povo de Deus presente em todo o tecido social, permeando-o com o sal e fermento do Evangelho e irradiando sobre as realidades deste mundo a luz de Cristo, que ilumina sua própria vida.
Com frequência, somos levados a considerar como “cristãos leigos” apenas aqueles que realizam atividades pastorais no ambiente eclesial propriamente dito. Certamente, a sua participação na vida da Igreja, naquilo que lhe compete, é de suma importância e a Igreja agradece a sua colaboração generosa nas diversas responsabilidades das comunidades eclesiais, como a catequese, a animação litúrgica ou as muitas formas de ação pastoral e administrativa. No entanto, nem todos os fiéis leigos poderiam estar empenhados em alguma pastoral.
De fato, porém, a vocação primordial dos fiéis leigos é testemunhar a novidade do Reino de Deus no “mundo secular” (cf LG 31), lá onde a Igreja não está presente de forma institucional. Trata-se de um vastíssimo e desafiador campo para a ação missionária da Igreja, a ser atingido sobretudo através dos leigos. A vida na comunidade eclesial, as celebrações litúrgicas e as organizações eclesiais são momentos e espaços necessários para o cultivo e a alimentação da fé, para o suporte e o preparo para a ação no mundo; toda a vida do cristão leva à Eucaristia e, dela, tira sua força toda a fecundidade para a vivência apostólica diária. O mesmo poderia ser dito da Palavra de Deus: dela parte todo impulso para a missão e, ao mesmo tempo, toda ação cristã no mundo requer constante retorno à Palavra de Deus para iluminar, discernir, encorajar e sustentar a vivência da fé. Mas a vida cristã não se restringe a esses momentos e espaços.

terça-feira, 27 de abril de 2010

VOCAÇÕES: POR QUE NÃO EU?

PARIS, domingo, 25 de abril de 2010

A Igreja Católica na França está realizando, entre 20 de abril e 5 de maio, uma campanha nacional de comunicação sobre as vocações.

É a primeira campanha deste tipo em um país onde o sacerdócio não chega a uma centena de jovens ao ano, anunciou na quinta-feira a Conferência Episcopal da França.

A pergunta "que é um sacerdote?" encontra-se no centro desta campanha de comunicação, elaborada com uma agência de comunicação - Bayard Service - para o dia de oração pelas vocações, a 25 de abril.

O objetivo da campanha, segundo um comunicado, é "chamar a atuar juntos pela vocação dos futuros sacerdotes e a formação dos seminaristas das dioceses da França".

Busca que se "valorize o ministério do sacerdote, seja qual for o compromisso pessoal dos jovens", assim como "a função e a formação dos futuros sacerdotes" e "a situação dos sacerdotes na sociedade".

Apoiada pela Conferência Episcopal da França, a campanha vai dar a conhecer três eixos, cada um dos quais corresponde a um público particular. 

Em primeiro lugar, ao dirigir-se aos jovens dentre 16 e 22 anos, responde a perguntas que costumam surgir nessa idade "sobre seu futuro e, por que não, sobre uma possível vocação", indica o Serviço Nacional de Vocações.

Depois, para os jovens dentre 22 e 30 anos, responde-se a perguntas mais precisas como "qual é a missão do sacerdote?", "em que consiste sua formação?", "quais são seus compromissos?".

Finalmente, dirige-se também aos maiores de 30 anos para "promover o ministério sacerdotal e pedir donativos para financiar os seminários".

Segundo o Serviço Nacional de Vocações, em 2008 havia na França 15.440 sacerdotes diocesanos (trabalhando nas paróquias) e 5.083 sacerdotes religiosos.

Esse número viu uma queda constante. Ao contrário, o número de diáconos (leigos que oferecem um serviço especial à vida da Igreja) está em aumento constante: em 1970 havia 11, em 2004, 1.984 e em 2007, 2.061.