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sexta-feira, 25 de março de 2011

O santo padre sobre a Anunciação do Senhor

«O Verbo fez-se homem»

[…]

2. Desejamos hoje dar graças a Deus de modo especial pelo dom da salvação, que Cristo trouxe ao mundo com a sua Encarnação: «Et Verbum caro factum est O Verbo fez-se homem». Da contemplação deste mistério todos os crentes podem haurir uma nova energia espiritual para proclamar e testemunhar sem cessar Cristo, nossa única salvação, e servir fielmente o «Evangelho da vida» que ele nos confia.


Face a uma cultura da morte e aos ataques que, infelizmente, se multiplicam contra a vida do homem, nunca falte o empenho de a defender em cada uma das suas fases, desde o primeiro instante da concepção até ao seu fim. Oxalá a humanidade conheça uma renovada primavera da vida no respeito e no acolhimento de cada ser humano, em cujo rosto brilha a imagem de Cristo! Para isto rezamos juntos Àquela que «é uma mensagem de viva consolação para a Igreja na sua luta contra a morte» (Evangelium vitae, 105). […]


Fonte: Angelus - Papa João Paulo II - 25.03.2001

Anunciação do Senhor - Meu aniversário

Na Igreja antiga celebrava-se, pouco antes do Natal, o mistério da Encarnação; a isso se referem ainda os textos litúrgicos do terceiro domingo do Advento. Não foi apenas uma preocupação de exatidão cronológica que contribuiu para fixar a festa da Anunciação nove meses antes do nascimento do Senhor; cálculos eruditos e considerações místicas fixavam igualmente em 25 de março a data da crucifixão de Jesus e da criação do mundo. Deus não entrou no mundo pela força; quis "propor-se". O "sim" da Virgem Maria realiza definitivamente a aliança.

Nela está todo o povo da promessa: o antigo (hebreus) e o novo (a Igreja); "o Senhor está com ela", isto é, Deus é nosso Deus e nós somos para sempre seu povo. As leituras da Liturgia de hoje nos orientam para o mistério da Páscoa. O primeiro, o único "sim" do Filho, que, entrando neste mundo, disse: "Eis que venho para fazer a tua vontade" (Sl 39; Hb 10,4-10); recebe a resposta do Pai, o qual, depois da oferta dolorosa da paixão, selará com a ressurreição, no Espírito, a salvação apresentada a todos através da Igreja.


A Encarnação é também o mistério da colaboração responsável da Santíssima Virgem na salvação recebida como dom. Revela-nos que Deus, para salvarnos, escolheu essa pedagogia, a de passar através do homem: "... e o Verbo se fez carne e veio habitar no meio de nós... e nós vimos sua glória" (Jo 1,14).

Repetindo em cada Santa Missa: "Fazei isto em memória de mim!", o Senhor nos ensina a "darmos" também o nosso corpo e o nosso sangue aos irmãos. Tornamos assim digna de fé a salvação de Deus, encarnando-a também nos pequenos "sim" que todos os dias repetimos, a exemplo da Beatíssima sempre Virgem Maria.

domingo, 15 de agosto de 2010

Festa da Assunção de Nossa Senhora

Você é bendita entre as mulheres”

            O evangelho da festa de hoje tem duas partes bem distintas, o encontro entre Maria (grávida de Jesus) e Isabel (grávida de João); e, o Canto do Magnificat. Para entender o objetivo de Lucas em relatar os eventos ligados à concepção e nascimento de Jesus, é essencial conhecer algo da sua visão teológica. Para ele, o importante é acentuar o grande contraste, e ao mesmo tempo a continuidade, entre a Antiga e a Nova Aliança. A primeira está retratada nos eventos ligados ao nascimento de João, e tem os seus representantes em Isabel, Zacarias e João; a segunda está nos relatos do nascimento de Jesus, com as figuras de Maria, José e Jesus. Para Lucas, a Antiga Aliança está esgotada - os seus símbolos são Isabel, estéril e idosa, Zacarias, sacerdote que não acredita no anúncio do anjo, e o nenê que será um profeta, figura típica do Antigo Testamento.

Em contraste, a Nova Aliança tem como símbolos a virgem jovem de Nazaré que acredita e cujo filho será o próprio Filho de Deus. Mais adiante, Lucas enfatiza este contraste nas figuras de Ana e Simeão, no Templo, (Lc 2, 25-38), especialmente quando Simeão reza: “Agora, Senhor, conforme a tua promessa, podes deixar o teu servo partir em paz. Porque meus olhos viram a tua salvação” (2, 29)

sábado, 15 de maio de 2010

Peregrinação a Portugal abre nova etapa deste pontificado

CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 14 de maio de 2010

A missão de Fátima não terminou

Especialistas veem evento como um marco histórico

O pontificado de Bento XVI ficará dividido entre o antes e o depois de sua peregrinação apostólica a Portugal. Esta é conclusão a que se chega ao conversar com os especialistas em informação religiosa ou ler seus artigos - sejam eles favoráveis ou contrários ao pensamento de Joseph Ratzinger.

Na celebração das Vésperas, todos puderam constatar que o Papa empreendia sua 15ª viagem apostólica internacional (de 11 a 14 de maio) em circunstâncias particularmente desfavoráveis, por conta da crise que assola a Igreja após as revelações de abusos sexuais cometidos contra menores por sacerdotes.

Fortaleza inesperada

Alguns dos veículos de comunicação que lançaram os mais duros ataques contra o Papa se deram conta de que, já no primeiro dia de sua visita, algo estava mudando radicalmente. O New York Times, em 11 de maio, publicava na internet uma crônica de Rachel Donadio na qual considerava que as palavras do Bispo de Roma dirigidas aos jornalistas tratando do assunto "foram as mais duras" que ele pronunciou sobre esta matéria.

"Os ataques ao Papa e à Igreja não provêm apenas de fora, uma vez que os sofrimentos a Igreja padece agora vêm precisamente de dentro da Igreja, do pecado que existe no interior da Igreja", constatava o Pontífice. A crônica citava as últimas medidas do Papa para purificar a Igreja.

"Este é um claro exemplo das mudanças de tom que o Papa está imprimindo ao Vaticano", comenta John L. Allen Jr., vaticanista do jornal norte-americano National Catholic Reporter.

Miguel Mora, correspondente no Vaticano do jornal espanhol "El País", um dos jornais europeus mais condescendentes com o papado, escreveu uma análise na qual apresentava o Santo Padre com o título de "O gladiador solitário".

"Quando os escândalos da ocultação dos casos de pedofilia clerical deram origem à maior crise da Igreja das últimas décadas, Ratzinger deu o melhor de si mesmo", escreveu, reconhecendo nele "a coragem e a ferocidade de um gladiador solitário, incompatíveis com um homem de 83 anos" na "purificação de uma Igreja pecadora".

Carinho transformado em números

A mudança na atitude dos jornalistas foi reforçada pelos números surpreendentes da visita papal. O Pontífice reuniu, na esplanada do Santuário de Fátima, em 13 de maio, uma multidão de mais de meio milhão de pessoas - 100 mil a mais que na visita de João Paulo II em 2000, quando este beatificou Jacinta e Francisco.

Em Lisboa, o Papa reuniu cerca de 200 mil pessoas para a Missa, e, no Porto, cerca de 120 mil. Contando todas as pessoas que estavam presentes nas ruas nos três locais visitados, provavelmente chega-se a um milhão de pessoas - num país de 10 milhões de pessoas, 10% de seus habitantes encontrara-se com o Pontífice.

Um Bento XVI até então desconhecido

Desta vez, os veículos de comunicação não viram a habitual timidez do Papa; pelo contrário, puderam conhecer seu lado mais íntimo, especialmente quando o viram ajoelhar-se, em 12 de maio, diante de Nossa Senhora, na Capelinha das Aparições de Fátima.

O redator de informação religiosa do Le Figaro, Jean-Marie Guénois, que esteve a poucos metros de Bento XVI neste momento, imortalizou estes minutos em que o Pontífice ofertou uma Rosa de Ouro à Virgem.

"Inclinou-se, como que transformado, no momento em que seu assistente lhe trouxe o famoso presente, para que o colocasse aos pés da imagem. Naqueles instantes, já não era um Papa, mas uma criança. Aproximou-se com o sorriso de um menino no dia das mães", escreveu.

"Ao seu redor, cerca de 300 mil pessoas vibravam com ele", lembra o cronista. O momento foi interrompido quando o mestre de cerimônias o tomou delicadamente pelo braço: "E o menino voltou a ser Papa".

Octávio Carmo, da agência católica de notícias portuguesa Ecclesia, presente no voo papal de regresso à Roma nesta tarde de sexta-feira, também escolheu este momento como síntese desta peregrinação: "Esta foi, talvez, a viajem que melhor define o pontificado de Bento XVI: um homem que surpreende as multidões que não o conhecem, mas que se revela especialmente em privado".

A missão de Fátima não terminou

Andrea Tornielli, vaticanista do jornal italiano Il Giornale, destacou as palavras da homilia de 13 de maio, quando o Papa explicava que "iludir-se-ia quem pensasse que a missão profética de Fátima está concluída", considerando que a mensagem da Virgem não se limita ao atentado contra João Paulo II, de 1981.

O próprio Bento XVI reconheceu, durante a coletiva de imprensa concedida a bordo do avião, que o texto do terceiro segredo de Fátima se refere "à necessidade de uma paixão da Igreja, que naturalmente se reflete na pessoa do Papa".

Na quinta-feira, em seu encontro com os bispos portugueses, Joseph Ratzinger falou assim de sua missão à luz de Fátima: "Como vedes, o Papa precisa de abrir-se cada vez mais ao mistério da cruz, abraçando-a como única esperança e derradeiro caminho para ganhar e reunir no Crucificado todos os seus irmãos e irmãs em humanidade".

Tendo demonstrado emoções tão profundas, uma nova etapa do pontificado de Bento XVI se inicia - ao menos para os profissionais de informação religiosa.

Fonte: Jesús Colina - ACDigital

quarta-feira, 5 de maio de 2010

A Assunção de Maria na tradição da Igreja


Papa João Paulo II

1. A perene e coral tradição da Igreja evidencia o modo como a Assunção de Maria faz parte do desígnio divino e está arraigada na singular participação de Maria na missão do Filho. Já no primeiro milênio os autores sagrados se exprimem neste sentido.Testemunhos, na verdade apenas delineados, encontram-se em Santo Ambrósio, Santo Epifânio e Timóteo de Jerusalém. São Germano de Constantinopla (733) coloca nos lábios de Jesus, que Se prepara para levar a Sua Mãe para o céu, estas palavras: “É preciso que onde estou Eu, também tu estejas, Mãe inseparável de teu Filho…” (HomiL 3 in Dormitionem, PG 98, 360). 

Além disso, a mesma tradição eclesial vê na maternidade divina a razão fundamental da Assunção. esta convicção encontramos um vestígio interessante em uma narração apócrifa do século V, atribuída ao pseudo-Melitão. O autor imagina Cristo que interroga Pedro e os Apóstolos sobre a sorte merecida por Maria, e deles obtém esta resposta: “Senhor, escolhestes esta Tua serva a fim de que se torne para Ti uma residência imaculada… Portanto, pareceu-nos justo, a nós Teus servos que, assim como Tu reinas na glória depois de teres vencido a morte, Tu ressuscitas o corpo de Tua Mãe e conduze-a jubilosa contigo ao céu” (De transitu V. Mariae, 16 PG 5, 1238). Portanto, pode-se afirmar que a divina maternidade, que tornou o corpo de Maria a residência imaculada do Senhor, se funde com o seu destino glorioso. 

2. Num texto rico de poesia, São Germano afirma que é o afeto de Jesus pela sua Mãe que exige a presença de Maria no céu com o Filho divino: “Assim como uma criança procura e deseja a presença de sua Mãe, e como uma Mãe ama viver em companhia de seu filho, assim também para ti, cujo amor materno pelo teu Filho e Deus não deixa dúvidas, era conveniente que tu voltasses para Ele. E, em todo o caso, não era por ventura conveniente que este Deus, que provava por ti um amor deveras filial, te tomasse em Sua companhia?(Homil. 1 in Dormitionem, PG 98, 347). Num outro texto, o venerando autor integra o aspecto privado da relação entre Cristo e Maria, com a dimensão salvífica da maternidade, afirmando que “era necessário que a Mãe da Vida compartilhasse a habitação da Vida” (Ibid., PG 98, 348). 

3. Segundo os Padres da Igreja, outro argumento que fundamenta o privilégio da Assunção pode-se deduzir da participação de Maria na redenção. São João Damasceno sublinha a relação entre a participação na Paixão e a sorte gloriosa: “
Era necessário que aquela que vira o seu Filho sobre a cruz e recebera em pleno coração a espada da dor… contemplasse este Filho sentado à direita do Pai” (Homil. 2, PG 96, 741). À luz do Mistério pascal, parece de modo particularmente evidente a oportunidade que, com o Filho, também a Mãe fosse glorificada depois da morte. O Concílio Vaticano Il, recordando na Constituição dogmática sobre a Igreja o mistério da Assunção, chama a atenção para o privilégio da Imaculada Conceição: precisamente porque fora “preservada de toda a mancha de culpa original” (LG, 59), Maria não podia permanecer como os outros homens no estado de morte até ao fim do mundo. A ausência do pecado original e a santidade, perfeita desde o primeiro momento da existência, exigiam para a Mãe de Deus a plena glorificação da sua alma e do seu corpo. 

4. Olhando para o mistério da Assunção da Virgem é possível compreender o plano da Providência divina relativa à humanidade: depois de Cristo, Verbo encarnado, 
Maria é a primeira criatura humana que realiza o ideal escatológico, antecipando a plenitude da felicidade, prometida aos eleitos mediante à ressurreição dos corpos. Na Assunção da Virgem, podemos ver também a vontade divina de promover a mulher. Em analogia a quanto se verificara na origem do gênero humano e da história da salvação, no projeto de Deus o ideal escatológico devia revelar-se não em um indivíduo, mas num casal. Por isso, na glória celeste, ao lado de Cristo ressuscitado há uma mulher ressuscitada, Maria: o novo Adão e a nova Eva, primícias da ressurreição geral dos corpos da humanidade inteira. Sem dúvida, a condição escatológica de Cristo e a de Maria não devem ser postas no mesmo plano. Maria, nova Eva, recebeu de Cristo, novo Adão, a plenitude de graça e de glória celeste, tendo sido ressuscitada pelo poder soberano do Filho mediante o Espírito Santo. 

5. Embora sejam sucintas, estas observações permitem-nos esclarecer que a Assunção de Maria revela a nobreza e a dignidade do corpo humano. Diante das profanações e do aviltamento a que a sociedade moderna não raro submete em particular o corpo feminino, o mistério da Assunção proclama o destino sobrenatural e a dignidade de cada corpo humano, chamado pelo Senhor a tornar-se instrumento de santidade e a participar na Sua glória. 

Maria entrou na glória porque escutou no seu seio virginal e no seu coração o Filho de Deus.
 Olhando para ela, o cristão aprende a descobrir o valor do próprio corpo e a preservá-lo como templo de Deus, na expectativa da ressurreição. A Assunção, privilégio concedido à Mãe de Deus, constitui assim um imenso valor para a vida e o destino da humanidade.

Fonte: L’Osservatore Romano, ed. port.  n.28, 12/07/1997, pag. 12(332) 

terça-feira, 4 de maio de 2010

Santa Maria, Mãe de Deus


Donde me vem a dita que a Mãe de meu Senhor venha visitar-me?" (Lc 1,43)
O título "Théotokos" (Mãe de Deus) foi dado à Maria durante o Concílio de Éfeso (431), na Ásia Menor. A heresia de negar a maternidade divina de Nossa Senhora é muito anterior aos protestantes. Ela nasceu com Nestório, então Bispo de Constantinopla. Os protestantes retomaram esta heresia já sepultada pela Igreja de Cristo. Este é um problema de Cristologia e não de Mariologia. Vamos demonstrar através dos exemplos abaixo a autencidade da doutrina católica.

Maria é Mãe de Deus, porque é Mãe de Jesus que é Deus.
Se perguntarmos a alguém se ele e filho de sua mãe, se esta verdadeiramente for a mãe dele, de certo nos lancará um olhar de espanto. E teria razão. O homem como sabemos é composto de corpo, alma e espírito. A minha mãe me deu meu corpo, a parte material deste conjunto trinitário que eu sou; sendo minha alma e espírito dados por Deus. E minha mãe que me deu a luz não é verdadeiramente minha mãe?
Apliquemos, agora, estas noções de bom senso ao caso da Maternidade divina de Nossa Senhora. Há em Nosso Senhor Jesus Cristo duas naturezas: a humana e a divina, constituindo uma só pessoa, a pessoa de Jesus. Nossa Santa Mãe é mãe desta pessoa, dando a ela somente a parte material, como nosso mãe também o faz. O Espírito e Alma de Cristo também vieram de Deus. Nossa mãe não é mãe do nosso corpo, mas mãe de nossa pessoa. Assim também Maria é Mãe de Cristo. Ela não é a Mae da Divindade ou da Trindade, mas é mãe de Cristo a segunda pessoa da Santíssima Trindade, que também é Deus. Sendo Jesus Deus, Maria é Mãe de Deus.
Basta um pequeno raciocínio para reconhecer como necessária a maternidade Divina da Santíssima Virgem. Nosso Senhor morreu como homem na Cruz (pois Deus não morre), mas nos redimiu como Deus, pelos seus méritos infinitos. Ora, a natureza humana de Nosso Senhor e a natureza divina não podem ser separadas, pois a Redenção não existiria se Nosso Senhor tivesse morrido apenas como homem. Logo, Nossa Santa Mãe, Mãe de Nosso Senhor, mesmo não sendo mãe da divindade é Mãe de Deus, pois Nosso Senhor é Deus. Se negarmos a maternidade de Nossa Senhora, negaremos a redenção do gênero humano.
A negação da Maternidade divina de Nossa Senhora é uma negação à Verdade, uma negação ao ensino dos Apóstolos de Cristo.
Provas da Sagrada Escritura
A Igreja Católica sendo a única Igreja Fundada por Cristo, confirmada pelos Apóstolos e seus legítimos sucessores; sendo Ela a escritora, legitimadora e guardiã da Bíblia, jamais poderia ensinar algo que estivesse contra o Ensino da Bíblia.
Vejamos o que a Sagrada Escritura ensina sobre a Maternidade Divina de Nossa Senhora:
  1. O profeta Isaías escreveu: "Portanto, o mesmo Senhor vos dará um sinal: eis que uma virgem conceberá, e dará à luz um filho, e será o seu nome Emanuel [Deus conosco]." (Is 7,14). Claramente o profeta declara que o filho da virgem será divino, portanto a maternidade da virgem também é divina, o que a faz ser Mãe de Deus.
  2. O Arcanjo Gabriel disse: "O Santo que há de nascer de ti será chamado Filho de Deus" (Lc 1,35). Se ele é filho de Deus, ele tb é Deus e Maria é sua Mãe, portanto Mãe de Deus. Isaías também escreveu o mesmo em Is 7,14.
  3. Cheia do Espírito Santo, Santa Izabel saudou Maria dizendo: "Donde a mim esta dita de quea mãe do meu Senhor venha ter comigo"? (Lc 1,43) E Mãe de meu Senhor quer dizer Mãe do meu Deus, portanto Mãe de Deus..
  4. São Paulo ainda escreveu: "Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei." (Gl. 4,4). São Paulo claramente afirma que uma mulher foi a Mãe do filho de Deus, portanto Mãe de Deus.

Tendo a Sagrada Escritura seu berço na Igreja - portanto sendo menor que Ela - , vemos como está de acordo com o ensino da mesma.
A Doutrina dos Santos Padres
Será que os Apóstolos de Cristo concordavam com a Maternidade Divina de Nossa Senhora? Pois segundo os protestantes, a Igreja Católica inventou a maternidade divina de Maria no séc V durante o Concílio de Éfeso.
Vejamos o que diz o Apóstolo Santo André: "Maria é Mãe de Deus, resplandecente de tanta pureza, e radiante de tanta beleza, que, abaixo de Deus, é impossível imaginar maior, na terra ou no céu". (Sto Andreas Apost. in trasitu B. V., apud Amad.)
Veja agora o testemunho de São João Apóstolo: "Maria, é verdadeiramente Mãe de Deus, pois concebeu e gerou um verdadeiro Deus, deu a luz, não um simples homem como as outras mães, mas Deus unido a carne humana." (S. João Apost. Ibid)
São Tiago: "Maria é Santíssima, a Imaculada, a gloriosíssima Mãe de Deus" (S. Jac. in Liturgia)
São Dionísio Areopagita: "Maria é feita Mãe de Deus, para a salvação dos infelizes." (S. Dion. in revel. S. Brigit.)
Orígenes escreveu: "Maria é Mãe de Deus, unigênito do Rei e criador de tudo o que existe" (Orig. Hom I, in divers. - Sec. II )
Santo Atanásio diz: "Maria é Mãe de Deus, completamente intacta e impoluta." (Sto. Ath. Or. in pur. B.V.)
Santo Efrém: "Maria é Mãe de Deus sem culpa" (S. Ephre. in Thren. B.V.).
São Jerônimo: "Maria é verdadeiramente Mãe de Deus". (S. Jerôn. in Serm. Ass. B.V.).
Santo Agostinho: "Maria é Mãe de Deus, feita pela mão de Deus". (S. Agost. in orat. ad heres.).
Todos os Santos Padres afirmaram em amor e veneração a maternidade divina por Nossa Senhora. Me cansaria em citar todos os testemunhos primitivos.
Agora uma surpresa para os protestantes. Lutero e Calvino sempre veneraram a Santíssima Virgem. Veja abaixo a testemunho dos pais da Reforma:
  1. "Quem são todas as mulheres, servos, senhores, príncipes, reis monarcas da Terra, comparados com a Virgem Maria que, nascida de descendência real (descendente do rei Davi) é, além disso, Mãe de Deus, a mulher mais sublime da Terra? Ela é, na cristandade inteira, o mais nobre tesouro depois de Cristo, a quem nunca poderemos exaltar o suficiente, a mais nobre imperatriz e rainha, exaltada e bendita acima de toda a nobreza, com sabedoria e santidade." (Martinho Lutero no comentário do Magnificat - cf. escritora evangélica M. Basilea Schlink, revista Jesus vive e é o Senhor).
  2. "Não há honra, nem beatitude, que se aproxime sequer, por sua elevação, da incomparável prerrogativa, superior a todas as outras, de ser a única pessoa humana que teve um Filho em comum com o Pai Celeste" (Martinho Lutero - Deutsche Schriften, 14,250).
  3. "Não podemos reconhecer as bênçãos que nos trouxe Jesus, sem reconhecer ao mesmo tempo quão imensamente Deus honrou e enriqueceu Maria, ao escolhê-la para Mãe de Deus." (Calvino - Comm. Sur I'Harm. Evang., 20)
A negação da Maternidade divina de Nossa Senhora é uma negação à Verdade, é negar a Divindade de Cristo, é negar o ensino dos Apóstolos de Cristo.
O Concílio Ecumênico de Éfeso
Quando o heresiarca Ario divulgou o seu erro, negando a divindade da pessoa de Jesus Cristo, a Providência Divina fez aparecer o intrépido Santo Atanásio para confundí-lo, assim como fez surgir Santo Agostinho para suplantar o herege Pelágio, e São Cirilo de Alexandria para refutar os erros de Nestório, que haviam semeado a pertubação e a indignação no Oriente.
Em 430, o Papa São Celestino I, num concílio de Roma, examinou a doutrina de Nestório que lhe fora apresentada por São Cirilo e condenou-a anti-católica, herética.
São Cirilo formulou a condenação em doze proposições, chamadas os doze anátemas, em que resumia toda a doutrina católica a este respeito.
Pode-se resumí-la em três pontos:
  1. Em Jesus Cristo, o Filho do homem não é pessoalmente distinto do Filho de Deus;
  2. A Virgem Santíssima é verdadeiramente a Mãe de Deus, por ser a Mãe de Jesus Crito, que é Deus;
  3. Em virtude da união hipostática, há comunicações de idiomas, isto é; denominações, propriedades e ações das duas naturazas em Jesus Cristo, que podem ser atribuidas à sua pessoa, de modo que se pode dizer: Deus morreu por nós, Deus salvou o mundo, Deus ressuscitou.
Para exterminar completamente o erro, e restringir a unidade de doutrina ao mundo, o Papa resolveu reunir o Concílio de Éfeso (na Ásia Menor), em 431, convidando todos os bispos do mundo.
Perto de 200 bispos, vindos de todas as partes do orbe, reuniram-se em Éfeso. São Cirilo presidiu a assembléia em nome do Papa. Nestório recusou comparecer perante aos bispos unidos.
Desde a primeira sessão a heresia foi condenada. Sobre um trono, no centro da assembléia, os bispos colocaram o Santo Evangelho, para representar a assistência de Jesus Cristo, que prometera estar com a sua Igreja até a consumação dos séculos, espetáculo santo e imponente que desde então foi adotado em todos os concílios.
Os bispos cercando o Evangelho e o representante do Papa, pronunciaram unânime e simultaneamente a definição proclamando que Maria é verdadeiramente Mãe de Deus. Nestório deixou de ser, desde então, bispo de Constantinopla.
Quando a multidão anciosa que rodeava a Igreja de Santa Maria Maior, onde se reunia o concílio, soube da definição que proclamava Maria Mãe de Deus, num imenso brado ecoou a exclamação: "Viva Maria, Mãe de Deus! Foi vencido o inimigo da Virgem! Viva a grande, a augusta, a gloriosa Mãe de Deus!"
Em memória desta solene definição, o concílio juntou à saudação angélica estas palavras simples e expressivas: "Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora de nossa morte".

Maria nos ensina a reconhecer no rosto de Jesus o rosto de Deus, diz Bento XVI

VATICANO, 02 de maio de 2010 às 11h39 am

Milhares de fiéis rezaram este meio-dia o Regina Caeli na Praça de São Carlos, em Turim, depois da Missa Papa Bento XVI com ocasião de sua visita a esta cidade para a Ostensão do Santo Sudário. Em suas palavras introdutórias o Santo Padre assinalou a Maria como modelo para ver a Cristo com um olhar de amor e de fé para assim reconhecer em seu rosto humano o Rosto de Deus.

A Virgem Maria é aquela que, mais que ninguém, contemplou a Deus no rosto humano do Jesus. Viu-o logo depois de nascido; viu-o apenas morto. Dentro dela ficou impressa a imagem de seu Filho martirizado; mas esta imagem foi ulteriormente transfigurada pela luz da Ressurreição”, disse o Santo Padre.

Além disso, disse o Papa, no coração de Maria está custodiado o mistério do rosto de Cristo, mistério de morte e de glória. E assim, dela podemos sempre aprender a olhar a Jesus com um olhar de amor e de fé, podemos aprender a reconhecer naquele rosto humano o Rosto de Deus”.

Depois de ressaltar que em Turim; a Virgem Maria é venerada como Padroeira sob o título de Beata Virgem Consolata, o Santo Padre pediu que Ela vele “pelas famílias e pelo mundo do trabalho”, “por quantos perderam a fé e a esperança”; “confortar os doentes, presidiários e quantos sofrem”; “sustentar os jovens, os anciãos e as pessoas em dificuldade”.

Vela, ó Mãe da Igreja, pelos Pastores e toda a comunidade dos crentes para que sejam sal e luz em meio da sociedade”, pediu o Papa à Santa Maria.

“À Virgem Santíssima –concluiu– confio com gratidão a quantos trabalharam por minha visita, e pela Ostensão da Síndone. Rezo por eles e para que estes eventos favoreçam uma profunda renovação espiritual”.

Seguidamente o Papa rezou o Regina Caeli, saudou em diversos idiomas, repartiu sua Bênção Apostólica e prosseguiu sua visita dirigindo-se à Catedral de Turim para rezar diante do linho que envolveu o corpo do Jesus depois da sua morte. 

Fonte: ACIDigital

domingo, 18 de abril de 2010

Invocar Maria como Rainha da Família, pede o Papa Bento em Malta

VATICANO, 18 de Abril de 2010 / 01:23 pm

No marco de sua Visita Apostólica a Malta, com ocasião do 1950º aniversário do naufrágio de São Paulo, o Papa Bento XVI rezou a oração Mariana do Regina Caeli após celebrar esta manhã a Santa Missa na Praça dos Celeiros em Floriana. Em suas palavras prévias o Papa alentou os presentes a invocá-la como Rainha da Família, recordando sua importância como intercessora dos homens ante Deus.
“Quando se dão as graças, quando temos intenções particulares na oração e quando se pede o amparo celestial para os seres queridos, costuma-se recorrer à Santíssima Virgem Maria, Mãe da Igreja e nossa Mãe”, disse o Pontífice, acrescentando conhecer “a especial devoção do povo maltês à Mãe de Deus, expressa com o grande ardor à Virgem de Lha’Pinu”, e manifestando sua alegria por poder “ter a oportunidade de orar diante da sua imagem, trazida até aqui desde Gozo para esta ocasião”.

O Santo Padre deu de presente à Virgem uma rosa de ouro como “sinal de nossa filial devoção comum à Mãe de Deus” e pediu aos presentes que a invoquem “com o título de Rainha da Família, um título acrescentado às ladainhas lauretanas por meu amado predecessor, o Papa João Paulo II, que visitou mais de uma vez estas terras”.

Deste modo agradeceu aos presentes por toda a acolhida, destacando “o ardor de sua devoção e o apoio de suas orações por meu ministério como Sucessor de Pedro”.

Mais adiante fez também uma exortação a que o Apóstolo São Paulo seja um “exemplo de fé firme e valente frente às adversidades”.

Depois da oração do Regina Caeli e a entrega da Rosa de Ouro para o Santuário Mariano de Lha’Pinu, Bento XVI repartiu sua bênção apostólica e se dirigiu à Nunciatura Apostólica para um almoço com os Bispos de Malta.

Fonte: ACI digital

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Feliz é o teu dia, Mãe, modelo a exemplo de Maria!

Com Maria-Mulher-Esposa-Mãe aprendemos a ser verdadeiros discípulos, alegres na esperança e firmes na fé. Parabenizo todas as mães pelo seu dia, nesse final de semana (dia 10/05). "Ave Maria cheia de graças, o Senhor é convosco, bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre,Jesus."

terça-feira, 24 de março de 2009

Ecce ancilla Domini, regra de vida de Maria

O abandono a Deus e à vontade divina é também a regra de vida de Maria e nós vemo-la na perturbação e na dúvida fixar-se nesta disposição: "Eis a serva do Senhor, que me seja feito como Vós quereis". Estas palavras exprimem o abandono, a docilidade à graça, a conformidade à vontade divina, o sacrifício e a imolação.

Com esta resposta, pelo seu consentimento, Maria aceitava a dignidade e a honra da maternidade divina, mas ao mesmo tempo também os sofrimentos, os sacrifícios que a ela estavam ligados. Declarava-se pronta a cumprir a vontade de Deus em tudo como seu serva.

Era como um voto de vítima e de abandono. Esta disposição é a mais perfeita, é a fonte dos maiores méritos e das melhores graças. Maria proclamou-o ela mesma no seu Magnificat: a minha alma louva o Senhor, porque olhou com favor a humildade da sua serva. - Deus teve complacência nesta disposição de Maria. Ela acrescentava: Todas as gerações me proclamarão bem-aventurada.
Durante a sua vida mortal, poucas pessoas a disseram bem-aventurada, excepto Isabel e aquela mulher que ergueu a voz no meio do povo, e à qual Jesus respondeu: Bem-aventurados são aqueles que escutam a minha palavra e que a praticam.

A felicidade de Maria durante a sua vida mortal era o sacrifício com Jesus, por Jesus e pelas almas. Ela não era, tal como o seu Filho, senão um objecto de desprezo, de humilhação e de ignomínia por parte dos inimigos de Deus. Para aqueles que estavam bem dispostos, ela era um objecto de compaixão e de piedade. O Ecce ancilla era a disposição do seu coração em todos os sacrifícios que teve de fazer: quando da Apresentação no Templo, quando ofereceu o seu Filho em sacrifício e escutou a profecia do velho Simeão; na fuga para o Egipto e assim sucessivamente, em tudo e sempre, até aos pés da cruz do seu Filho moribundo. Do mesmo modo para o resto da sua vida, ela consentiu em ser a mãe da Igreja nova fundada no sangue do seu Filho.

A sua graça e os seus méritos aumentavam sempre pela sua fiel cooperação, pela sua pureza, pelo santo e perfeito amor com o qual ela cumpria a sua missão que se tornara a sua.