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sexta-feira, 3 de junho de 2011

Só de ouvidos a quem te ama

Só dê ouvidos a quem te ama. Outras opiniões, se não fundamentadas no amor, podem representar perigo. Tem gente que vive dando palpite na vida dos outros. O faz porque não é capaz de viver bem a sua própria vida. É especialista em receitas mágicas de felicidade, de realização, mas quando precisa fazer a receita dar certo na sua própria história, fracassa.

Tem gente que gosta de fazer a vida alheia a pauta principal de seus assuntos. Tem solução para todos os problemas da humanidade, menos para os seus. Dá conselhos, propõe soluções, articula, multiplica, subtrai, faz de tudo para que o outro faça o que ele quer.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

O que é a caridade?

Cito, aqui, alguns textos de Santa Catarina de Sena, cuja substância é comum a todos os santos:

"O que é a caridade? 
É um amor inefável que a alma recebeu do criador com todo o seu afeto e com todas as suas forças. Eu disse que o recebeu do criador. E assim é a verdade (L 113). 
Nesse amor se consome todo umidade do amor próprio de si, e a alma se torna semelhante ao fogo do Espírito Santo (L 228). 
O amor, de fato, transforma e faz do amado e daquele que ama uma coisa só (L 108). 
Tanto que o coração e o afeto de quem ama não seria encontrado nele, mas naquilo que ele ama e no qual pôs seu amor. É tanta a força do amor que daquele que ama e daquele que é amado faz um só coração e um só afeto: porque se houvesse divisão no amor, o amor não seria perfeito (L 101). 
E verdadeiramente a alma que por amor está unida e transformada em Deus, faz como o fogo que consome em si a umidade da lenha: e quando elas estão bem aquecidas as incendeia e as converte de tal modo em si mesmo que dá a elas a mesma cor, calor e força que tem em si mesmo (L 137)."

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Felicidade é coisa simples

Não olhe a tristeza do homem destruindo uma floresta, olhe sim a
beleza de uma flor brotando...
Não sinta a chuva ácida queimar as coisas, sinta o frescor de uma
chuva após um dia quente.
Não imagine a poluição dos mares e nas praias, mas imagine o nado de
um golfinho numa água cristalina.
Não escute o barulho de uma máquina barulhenta, escute sim o canto dos
pássaros em uma floresta...
Muitas pessoas só se lembram das coisas ruins do mundo, das tristezas
que o mundo oferece.
Temos que lembrar que o mundo não é perfeito, mas que existem coisas
perfeitas nele.
Veja a felicidade nas coisas simples, pois a felicidade é simples, não
tente complicar uma coisa simples,
pois a simplicidade é o caminho para a FELICIDADE.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

A montanha de açúcar

            Uma antiga lenda da Ordem Dominicana conta que São Domingos de Gusmão, durante uma das suas primeiras aulas na famosa universidade de Sorbonne, em Paris, disse aos alunos:

-  Compreender Deus é impossível.

- Como? Nós não estamos aqui para isso? – perguntaram surpreendidos os estudantes. Continuou São Domingos:

- Nós somos como aquelas formigas que, um belo dia, chegaram aos pés de uma altíssima montanha de açúcar. Naturalmente não tinham a menor idéia da altura da montanha. Assim, cada uma arrastou, com grande esforço, um grão de açúcar até o formigueiro. Depois disseram umas às outras: “Amanhã voltaremos e traremos todo o açúcar para cá”. Vamos procurar não ser como aquelas formigas. O pouquíssimo que podemos compreender de Deus não nos torne completamente cegos.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Amor de Deus: certeza que não pode falhar

“Fé cristã nos assegura isso: Deus existe e é amor!”, disse em sua meditação à Cúria
Pe. Cantalamessa



"O primeiro e fundamental anúncio que a Igreja tem a missão de levar ao mundo, e que o mundo espera da Igreja, é o amor de Deus", disse hoje o Pe. Cantalamessa, pregador da Casa Pontifícia, diante de Bento XVI e da Cúria Romana.

O pregador do Papa dedicou sua segunda meditação quaresmal a falar do Deus-amor na criação, na Escritura, na encarnação de Cristo e em sua morte e ressurreição.

"Os homens precisam saber que Deus os ama e ninguém melhor que os discípulos de Cristo para lhes dar essa boa notícia."

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Não desista do amor

Eu sei que é difícil esperar
Mas Deus tem um tempo para agir e pra curar
Só é preciso confiar

Se a cruz lhe pesa
Não é para se entregar
Mas pra se aprender a amar
Como alguém que não desiste

A dor faz parte do cultivo desta fé
E só sabe o que se quer
Quem luta para conseguir ser feliz

Não desista do amor, não desista de amar
Não se entregue a dor, porque ela um dia vai passar
Se a cruz lhe pesou e quer se entregar
Tal como o Cirineu, Cristo vai lhe ajudar

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Pe. Fábio de Melo
Composição: Pe. Fábio de Melo

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

O mártir é “uma pessoa extremamente livre”, diz Papa

Bento XVI pede o compromisso diário de crescer no amor a Deus

O mártir é “uma pessoa extremamente livre” – afirma Bento XVI – pois a graça de Deus não suprime a liberdade, mas a enriquece.


O Papa falou sobre o martírio, “forma de amor total a Deus”, na audiência geral desta quarta-feira, realizada junto aos peregrinos reunidos em Castel Gandolfo.

“Onde se funda o martírio? – perguntou primeiramente o Papa –. A resposta é simples: sobre a morte de Jesus, sobre seu sacrifício supremo de amor, consumado na Cruz para que pudéssemos ter a vida”.

No martírio, opera “a lógica do grão de trigo, que morre para germinar e trazer a vida”. “O próprio Jesus é o “grão de trigo que veio de Deus, o grão divino, que se deixa cair na terra, que se deixa partir, quebrar na morte e, precisamente através disto, se abre e pode assim dar fruto na vastidão do mundo”.


sábado, 14 de agosto de 2010

São Maximiliano Maria Kolbe, presítero e mártir

Das Cartas de São Maximiliano Maria Kolbe

(O. Joachim Roman Bar, O.F.M.Conv., ed. Wybór Pism, Warszawa 1973, 41-42; 226) Do Séc. XX

Do zelo apostólico que se deve ter ao procurar a salvação e santificação das almas

Muito me alegra, caro irmão, o zelo que te inflama na promoção da glória de Deus. Pois observamos com tristeza, em nossos tempos, não só entre os leigos mas também entre os religiosos, a doença quase epidêmica que se chama indiferentismo, que se propaga de várias formas. Ora, como Deus é digno de infinita glória, nosso primeiro e mais importante ideal deve ser, com nossas exíguas forças, lhe darmos o máximo de glória, embora nunca possamos dar quanto de nós, pobres peregrinos, ele merece.

Como a glória de Deus resplandece principalmente na salvação das almas que Cristo remiu com seu próprio sangue, o desejo mais elevado da vida apostólica será procurar a salvação e santificação do maior número possível. E quero brevemente dizer-te qual o melhor caminho para este fim, isto é, para conseguir a glória divina e a santificação de muitas almas. Deus, ciência e sabedoria infinita, sabendo o que, de nossa parte, mais contribui para aumentar sua glória, manifesta-nos a sua vontade sobretudo pelos seus ministros na terra.

É a obediência, e ela só, que nos indica a vontade de Deus com evidência. O superior pode errar, mas não é possível que nós, ao seguirmos a obediência, sejamos levados ao erro. Só poderia haver uma exceção se o superior mandasse algo que incluísse – mesmo em grau mínimo – uma violação da lei divina; pois, neste caso, o superior não seria fiel intérprete de Deus.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Humildade, ainda vale?

Deus é humilde

 

Ser cristão é ser diferente. A humildade é uma das características do seguidor de Jesus. É uma virtude de fama ruim. Nietzsche dizia que ela não é virtude, mas uma nojenta escravidão. Confunde-se o humilde com ser "bobo", "pobre de espírito" (não no sentido das bem-aventuranças). Humildade é a rainha das virtudes, pois é o modo de o amor existir. Sem a humildade, as demais virtudes se tornam vazias. Imaginemos a oração sem humildade! É a virtude dos grandes homens e mulheres que marcaram o mundo. As pessoas sábias são humildes. Sabem a verdade sobre si, sobre os outros e sobre o mundo. Santa Tereza d’Ávila diz que a humildade é a verdade. Podemos dizer que é a aceitação de todos sem impor restrições. Não basta ser inteligente; é preciso ser sábio. A humildade liberta e não escraviza. É respeito e veneração para com a outra pessoa. Partimos, como sempre, da Virtude que é um raio da divindade. Deus é humildade. Tem todo o Ser e se manifesta como acolhimento de cada ser na sua realidade. O relacionamento no seio da Trindade se faz na humildade do mútuo acolhimento e da mútua entrega, por isso são três que são um: um só Deus em três Pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo. É essa a extrema humilhação: acolher em totalidade a outra Pessoa divina. É acolhimento que é doação. Na Encarnação do Filho de Deus, Jesus Cristo, Deus chegou ao aniquilamento (Kénosis) no qual desapareceu a divindade e só se manifestou a humanidade assumida pelo Filho na Encarnação. A vida do Filho foi vivida na humildade desde o primeiro momento até a entrega na morte e sepultura. Era tido como homem, de uma raça, numa situação histórica e geográfica próprias. Em seu ministério esteve com os humildes, acolhendo-os. Este é o caminho que propõe: "Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humildade de coração" (Mt 11,29). Em Jesus vemos a Sabedoria e a Inteligência dominadas pela humildade. Assim é o discípulo. 

 

Humildade nos faz grandes



Deus se inclinou e acolheu. Não se fez dono, fez-se presença. Ao vir a nós, não nos humilhou, mas aceitou nossa condição. Não se desfez do que é, Deus, mas se fez humano como nós. Assim é a humildade: reconhecer a grandeza da pessoa do outro, sem perder a sua. Jesus mostrou face do Pai: "Quem me vê, vê o Pai" (Jo 14,9). Transmitindo a mensagem do Pai, Jesus muda a concepção de grandeza: "Pois, qual é maior, quem está à mesa, ou quem serve? Porventura não é quem está à mesa? Eu, porém, estou entre vós como quem serve" (Lc 22,27). O serviço humilde dá-nos autoridade e grandeza. Aquele que quiser tornar-se grande entre vós, seja aquele que serve, e o que quiser ser o primeiro, seja o vosso servo" (Mt 20,26-27). A humildade desfaz o orgulho, que é uma falsa segurança.

 

Atitudes do amor



A humildade mostra, até nas pequenas coisas, uma mudança de comportamento. Aprendemos a respeitar as pessoas, promover e provocar a igualdade. Um senhor francês, de Tietê, Bernard Fétizon, dizia a sua esposa Beatriz Fétizon, que achava muito bonito os brasileiros chamarem até os mendigos de senhor e senhora, que são títulos de nobreza (agora se diz tio. Pena!). A humildade na vida pública e eclesial ensinará a respeitar o direito do pobre, do humilde, de toda pessoa, com igualdade. As autoridades aprendam de Jesus que era manso e humilde de coração e não apelem para poder antes do serviço. O que dá grandeza ao homem não são os títulos e as roupas, mas pelo coração humilde. Humildade é a ressurreição do ser humano.

 

Fonte: Pe. Luiz Carlos Oliveira